A equipe de Expedição vive uma nova experiência da inclusão
Se depender de Rafael Ferreira Soares, da Expedição, a experiência do convívio diário no Banco com jovens com deficiência mental vai dar certo. Ele é o tutor de Luiz Augusto Cardoso Fernandes da Luz, o mais novo colaborador de sua área e que chegou ao Banco JP Morgan pelas mãos da Associação Carpe Diem, uma iniciativa do Sub-Comitê de Diversidade e Qualidade de Vida, cujo objetivo é integrar esses jovens ao convívio de trabalho. "Em apenas três semanas, ele já fazia todos os principais serviços sozinho", diz Rafael. Mas não é só ele que acompanha com atenção o Luiz Augusto que, apesar de trabalhar internamente, tem sido orientado até pelos motoqueiros. "Quando a gente vê que alguém precisa de ajuda, acaba dando o máximo sem nem mesmo perceber", afirma Danilo Matos, responsável por ensinar o trabalho ao novo colega. E diz ter notado nele uma espécie de interesse especial por algumas correspondências. "Acho que a etiqueta de endereçamento (Rio/SP) fixada no malote e a maleta prateada da área do Sysout atraem a atenção e isso facilita o trabalho de localização das áreas", arrisca-se ele. "O Luiz Augusto é uma pessoa muito especial. É atencioso, gosta do trabalho que faz e quer sempre aprender mais. Ele está o tempo todo perguntando sobre as coisas e como elas funcionam", atesta o supervisor Reinaldo Naves da Silva. Na verdade, todos na área o tratam com a maior distinção e o ensinam com boa vontade. "É preciso ter muita paciência com ele", diz Anderson Bernardo da Silva. "Viu como eu falo com as pessoas o tempo todo: 'com licença' e 'por favor'?", observou Danilo. E diz que isso ele faz muito bem. Outra leitura é que Luiz Augusto parece ter receio de não saber alguma coisa quando lhe perguntam e, por isso, tem sido tão "curioso", no bom sentido. Aqui no Banco está tudo muito bom. O que eu mais gosto é de protocolar e entregar as correspondências do malote", confirma Luiz Augusto, que faz o horário das 9 às 13h, todos os dias.